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| Better call... Cunha? |
Por Romário Becker Alcântara¹
Já
que faço graduação em Direito, nada mais cabível que esclarecer o atual assunto
do momento: o possível processo de impeachment
que a ‘presidanta’ Dilma Rouseff pode sofrer. Sem delongas jurídicas, serei
curto e grosso feito punhal de peão de estância. Segue o relatório.
O impeachment é um processo ESTRITAMENTE político, e está previsto
juridicamente na chamada ‘lei maior’ (vulga “Constituição Federal da República
Federal do Brasil de 1988”, mas pode chama-la de “CF/88”, dá na mesma), e
ocorre quando, aberta uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) pelos
‘nobres’ (sic) deputados, considera-se a processualidade (se é caso de abrir um
processo de cassação do mandato do presidente da república).
Se admitida a processualidade, o
presidente é afastado do cargo, o vice assume enquanto isso, e o presidente é finalmente
julgado pelos senadores da república, estes que irão decidir por voto, ao
julgar a materialidade dos fatos, se o presidente deve ou não ser cassado.
Assim foi com Fernando Collor de
Mello em 1992. Assim pode ser com Dilma.
Quando o presidente deixa o cargo
vago, quem assume é o vice-presidente (Michel Temer, neste caso; Itamar Franco,
quando Collor foi cassado). Se o vice-presidente deixa o cargo vago, quem
assume a presidência é o presidente da Câmara dos Deputados, e depois dele vêm,
em ordem, o presidente do Senado Federal e o presidente do STF (Superior
Tribunal Federal).
“Quando
o presidente e o vice-presidente não podem assumir, como dito antes, quem
assume é o presidente da Câmara dos Deputados Federais. Se falta mais de dois
anos para encerrar o mandato previsto para presidente da república, ocorre
eleições diretas, com direito a ‘chapa’ e tudo mais.
A ‘chapa’ mais votada é eleita à presidência da república pelo período restante. Já se falta menos de dois anos para o término da legislatura de presidente da república, é feito – veja só! – eleições INDIRETAS entre os membros da Câmara dos Deputados, e a ‘chapa’ eleita assume o restante da legislatura em “mandato tampão”, isto é, até o final do período para convocação de novas eleições presidenciais. Pelo menos assim é o entendimento dos fatos, enquanto não for aprovada lei que regulamente, finalmente, a (pendente) matéria jurídica.”
A ‘chapa’ mais votada é eleita à presidência da república pelo período restante. Já se falta menos de dois anos para o término da legislatura de presidente da república, é feito – veja só! – eleições INDIRETAS entre os membros da Câmara dos Deputados, e a ‘chapa’ eleita assume o restante da legislatura em “mandato tampão”, isto é, até o final do período para convocação de novas eleições presidenciais. Pelo menos assim é o entendimento dos fatos, enquanto não for aprovada lei que regulamente, finalmente, a (pendente) matéria jurídica.”
Mas há outra possibilidade, mais
desconhecida...
De acordo com a Lei das Eleições de
1997, se for comprovados captação ou gastos ilícitos de recursos, com objetivos
eleitorais, o diploma deve ser negado ao candidato, ou cassado, se já houver
sido outorgado (isto é, se ele já foi diplomado e está no cargo).
Por fim, é basicamente isso: ou a
‘presidanta’ pode ser removida do poder por um processo tão somente político,
ou ela pode ser removida por um processo estritamente jurídico. É como carabina
de dois canos: não se sabe por qual canal que a bala vai sair, no entanto que
pode atingir e fazer um estrago daqueles, isso não se tem dúvidas.
Aguardemos
os ‘capítulos’ desta novela capitaneada pelo nosso “Frank Underwood”
brasileiro, o presidente da Câmara dos Deputados, e um dos componentes da
‘bancada evangélica’, Deputado Federal (pelo PMDB-RJ) Eduardo Cosentino da
Cunha.
_
1. ¹Romário B.
Alcântara escreve no “Blog 7 por Sete” porque... sim. Ninguém sabe o que ele
pode acabar escrevendo ou postando, porque nem ele mesmo sabe até ele começar a
escrever o texto. Escreve aos sábados, porque durante a semana ‘é osso; sou
trabaiadô, sinhô’, e neste carnaval pulará no “Bloco do Eu Sozinho”, para a
desgraça da vizinhança que terá que aguentá-lo escutando a dupla de irmãos
perdedores ‘Loser Manos’. É fotógrafo amador quando as condições climáticas do
céu ambiente permitem ele tirar uma foto relativamente decente.

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