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sexta-feira, 6 de março de 2015

5 Curiosidades sobre sonhos!

Por Lucas França

O mundo dos sonhos é muito complexo e assim repleto de particularidades. Convido os leitores para analisar algumas curiosidades dos sonhos que nos passam despercebidas.


1. Seu corpo está literalmente paralisado um sonho, devido a um hormônio que faz com que os neurônios enviem sinais para a medula espinhal fazendo o corpo relaxar completamente;

2. Apenas 12% da população mundial sonham em preto e branco. Todo o restante sonha em cores. Não há explicação cientifica para esse fato e nem sabemos se está relacionado ao tipo de sonho que cada um tem;

3. As pessoas esquecem 90% dos seus sonhos. Cinco minutos após acordar metade do seu sonho já foi esquecido; após dez minutos, todo ele já se foi de sua mente. Por isso algumas pessoas recomendam ter ao lado da cama papel e caneta, caso haja a necessidade de anotar os sonhos que ocorreram durante a noite.

4. Crianças só sonham sobre si mesmas a partir dos 3 anos de idade;

5. Quando a pessoa está roncando, ela não está sonhando;

Se existe uma lista pré-definida na nossa fisiologia, com certeza o processo do sono e seus variados estágios estariam no top 10 da fisiologia humana.

´Trata-se de uma atividade vital para o bom funcionamento do corpo e da mente, com isso o que posso mais desejar para o leitor além de que tenha bons sonhos?



Lucas França:   Escreve as sextas sobre ciências e curiosidades. É acadêmico de medicina, não leva tudo a sério demais, é movido por emoções e como todo estudante não nega um convite para um café, bom ou ruim.

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segunda-feira, 2 de março de 2015

Birdman - Ame-o ou Deixe-o



Por Vitor Affonso

Um filme improvável, que logo na primeira cena começava com o ator principal flutuando sobre o chão inicialmente não despertaria o interesse de ninguém, palavras do próprio diretor, que inverte totalmente sua posição de improvável, para ser o melhor filme do Oscar 2015.

Birdman ou (A inesperada virtude da ignorância) conta a historia de um ator que vive da fama de seu passado onde fez muito sucesso interpretando o super-herói Birdman. Vencendo nas categorias de Melhor Filme e Melhor Diretor, também como Melhor Roteiro Original de Melhor Fotografia.

Entre os grandes concorrentes que disputavam com Birdman à melhor filme e melhor diretor, o que despontava era Boyhood. Falava-se que um ganharia como melhor filme e o outro como melhor diretor ou vice-versa, mas, como pode-se perceber, isso não ocorreu, surpreendendo o publico mais entendido do assunto, e deixando fãs de Boyhood, até certo ponto desapontados com a escolha da academia.

As cenas do filme são grandes se comparado a media dos filmes "normais", inicialmente parecendo que não há nenhum corte nas cenas, essa era a ideia, mas os cortes são em pontos que não se nota facilmente, dando um ritmo rápido, sem dar pausas para "pegar o fôlego" ao filme, o que pode não agradar a várias pessoas, mais uma vez percebe-se a ousadia do diretor e a competência por parte do diretor de fotografia para acompanha-lo.

O filme trás atores talentosos, mas sem um "nome" muito chamativo, temos Michael Keaton, Edward Norton, Zach Galifianakis, Emma Stone, entre outros, esses dois ultimos você pode tê-los mais "frescos" em sua memória.

É um filme diferente, por tudo o que esta escrito aqui e tambem pelo que não foi escrito, o filme tem  uma fotografia excelente, boa direção, grandes atuações, e para a academia foi o grande vencedor, mas para a visão de muitos e tambem para a minha, que é bem humilde, o filme foi superestimado, historia "legal", e mediano.

(link Crítica AdoroCinema )
(link Crítica Omelete )
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sábado, 28 de fevereiro de 2015

Se não fores bravo, tu serás escravo!

Por Marcos Serres¹

Estava revirando minhas fotos antigas e achei essa que foi tirada numa das manifestações de junho de 2013. Essa frase é uma das minhas favoritas e vem de uma música chamada Terra de Cego da banda Forfun.

Nosso país está envolto em uma crise sem fim, crise econômica, política e social. Sem falar é claro da grande agitação em torno de um possível impeachment da presidente recém-eleita. Isso tudo em apenas dois meses do novo mandato dela, eu fico imaginando o que vai acontecer nos próximos quatro anos.

A crise política no país é tamanha que a maior ameaça da presidente não vem nem da oposição e sim do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, que é de um partido “teoricamente” aliado de seu governo que é o PMDB, da qual o vice-presidente da república, Michel Temer, faz parte.

Como se não bastasse, cada dia que abrimos o jornal, entramos nos sites de notícia ou assistimos televisão vemos mais e mais crimes de corrupção assolando o nosso país. Isso torna a confiança do povo nas instituições públicas e no governo algo muito baixo. Já trabalhei na universidade com pesquisa de confiança da população e as taxas não foram muito boas não. Isso, claro, foi em 2013. Fico imaginando agora, quando estamos no meio dessa crise toda, o quanto deve estar a confiança da população no governo e nas instituições públicas.

É dever de todo cidadão, não só zelar pelo país como também pelo dinheiro público, afinal, este não dá em árvore e sim é arrancado através da violência e da coerção do bolso do trabalhador honesto. Não bastasse o ato de recolher imposto ser uma afronta, os políticos e funcionários públicos de alto escalão fazem farra com esse dinheiro suado que é fruto do trabalho do contribuinte. Já dizia Tatcher: “Para cada um que ganha sem trabalhar, existe alguém que trabalha sem ganhar.”

Muitos motivos foram os que me levaram em 2013 às ruas. Motivos esses que me fazem ter vontade de ver novamente as ruas tomadas pela população a soltar seu grito indignado com a corrupção e a falta de respeito que nossos políticos nos mostram a cada dia, ao invés de honrar e cumprir seus papéis. Afinal, nós é que os pusemos lá.


Se não formos bravos o suficiente para mostrar que não estamos contentes e que o poder ainda é nosso e não deles, seremos para sempre escravos de um sistema político que troca de figurinha toda hora mas o que não irá mudar é a forma com que o povo é tratado: com desrespeito e violência. 

Por fim, deixo a música da qual eu tirei a frase pra por no meu cartaz:


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¹ Marcos Serres é estudante de Ciência Política, ator e comediante stand up. Escreve sobre política no blog 7 por Sete e sobre assuntos diversos em seu blog pessoal Coluna Invertebrada. As vezes assume o papel de líder da bancada dos revoltados e sai com cartazes em protesto nas ruas.
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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Flamengo e Brasil de Pelotas estreiam e fazem um ótimo duelo pela Copa do Brasil!

Por Rud Lobato¹

Ontem teve copa do Brasil! A competição mais democrática do futebol Brasileiro, onde participam os times dos 26 estados e do Distrito Federal.

O jogo de ontem entre Brasil de Pelotas e Flamengo foi muito bom, todos esperavam um jogo com um amplo domínio do Clube carioca, mas não foi bem assim. O time do interior do Rio Grande do Sul jogava em casa, no seu caldeirão, a torcida conhecida como xavante  empurrava muito, o time de Pelotas aplicou uma pressão imensa durante 10 minutos mas não conseguiu marcar, depois dessa pressão o jogo ficou mais equilibrado e houve boas chances para  os dois lados, até que aos 29 minutos do primeiro tempo Léo Moura cruza a bola, o zagueiro tenta recuar de cabeça para o goleiro, mas o atacante do Flamengo, Alecsandro vulgo "Alecgol" chega primeiro que o goleiro e chuta a bola que vai parar no fundo da rede. A equipe de pelotas sente o gol e o time carioca domina o resto do primeiro tempo.

No início do segundo tempo o jogo fica equilibrado, os dois times jogam na mesma intensidade, o técnico Vandelei Luxemburgo mexe no time do Flamengo, tira o atacante Alecsandro o autor do gol e coloca o garoto Arthur Maia, meio campista, que foi um dos destaques do do time no inicio do ano. Arthur entrou aos 25 minutos do segundo tempo, aos 29 pintou uma falta na entrada da área, ele foi cobrar, soltou uma bomba na barreira mas no rebote o lateral direito pará , vaiado pela torcida no último jogo, bateu muito bem na bola e fez o gol que dava a classificação para o Flamengo sem precisar do jogo de volta.

Daí pra frente o Brasil de Pelotas começou uma grande pressão, precisava de um gol para conseguir o jogo de volta, aos 37 minutos, o goleiro fez uma ótima defesa em um belo chute do jogador Washington, mas o grande momento do clube do interior do Rio Grande do Sul ocorreu aos 47 minutos do segundo tempo, no ultimo suspiro, o lateral Pará fez uma falta bem perigosa na ponta direita, Forster cobrou ela muito bem e o atacante Nena desviou de cabeça para o gol. A torcida foi ao delírio, a derrota foi muito comemorada pois o placar deixou a vaga para ser definida só no jogo de volta.

Na minha avaliação, o Luxemburgo está usando a escalação errada, o time do início do ano, com o meio-campo Arthur Maia de titular jogava muito mais que esse com três volantes. O time venceu, mas não convenceu.

Já o Brasil de Pelotas fez uma boa partida em casa contra o grande clube carioca, houve o erro do zagueiro que gerou o gol do Flamengo, mas conseguiu marcar um gol e o objetivo foi alcançado, o jogo de volta no estádio do maracanã.

Os dois time voltam a se enfrentar no dia 18/03/2014 as 22:00, no estádio do maracanã.

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¹Rud Lobato é colunistas de esportes do blog 7 por Sete e escreve nas quintas-feiras. 

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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Grand Chase - A Última Caçada.


Por Gabriel Acacio¹


Grand Chase é um jogo de MMORPG de luta, no qual era possível fazer desde missões em fases, caçadas e o famoso PVP[Player Versus Player]. Este game foi lançado em 2003 na Koreia, e em 2006 no brasil lançado pela empresa LevelUp!Games. O game não era apenas de luta sem sentido, havia toda uma historia profunda em cada personagem, no qual inicialmente eram apenas três : Elesis(Espadashin),Lire(Arqueira) e Arme(Maga)



Arme, Elesis e Lire

Até então ninguém dava muito pelo game, tanto a empresa KOG, quanto a própria LevelUp!, que até então havia perdido muitos players, devido ao seu jogo mais famoso, Ragnarok ter um server totalmente pago. Sendo assim, no dia 28 de Junho de 2006, foi lançado o server beta. Muitos iniciaram jogar, por que afinal, era algo novo e diferente, até mesmo a movimentação dos personagens era limitada, não era um jogo "mundano" como Ragnarok, Perfect World, etc. Era possível lembrar um pouco até mesmo Street Figther, entretanto, com espadas, magia e flechas. Sendo assim, muitas lan houses da época compraram os CD's de instalação, e até mesmo pessoas baixaram do próprio site para iniciar, em pouco tempo, Grand Chase avia estourado, aos fins de semana era uma luta incansável para acessar um dos três servidores disponíveis, devido a superlotação de players, vendo isso, o game saiu do beta e se tornou oficial, e com isso é claro, veio a primeira moeda paga do game, CASH. que facilitava a sua vida dentro do jogo, não demorou para chegarem as segundas classes dentro do game, que para consegui-las era necessário adquirir 300 fragmentos. E é claro que a empresa lucrou aí, por que ninguém queria ficar o dia inteiro juntando 300 fragmentos para poder mudar de classe, era preferível(para alguns) gastar 10,00 e comprar por CASH o teste, que a quantidade de fragmentos era bem menor. (50 fragmentos, mel na chupeta, né?).

Apos muito tempo de game, os players se queixaram da falta de um personagem masculino(Maldito sistema gamer opressor!) sendo assim, lançou o primeiro personagem homem do game o Lass!


Lass - O Ninja


E é claro, o teste para adquirir o personagem era semi-impossível! Por que junto com ele, veio a missão "Castelo de Cazeaje" no qual precisava vencer na dificuldade 5 estrelas! basicamente todos os monstros davam one-hit! Entretanto, o teste por CASH era apenas coletar uma gema. Uma jogada otima para adquirir o personagem, não? Também acho, mas a LuG não contava com uma coisa...O uso de hack. traduzindo : os players brasileiros arranjaram uma forma de trapacear e conseguir tanto subir de nível quanto conseguir os itens facilmente, e é claro, muita gente pegou o Lass devido a isso.[Eu não fui exceção não, gente!] 
E é claro que a LuG tomou suas medidas para que isso fosse removido, sendo que para cada um hack que eles eliminavam, brotavam outros 5. E aí era hack exagerado no jeito BR de ser, Hack no PVP, hack na expedição, hack na caçada, hack na tela de login, hack in everywhere.

O Tempo foi passando, todos tiveram suas segundas classes, e em breve vieram as terceiras classes, e é claro, o uso de hack foi adoidado também, e apos tudo isso surgiu um novo personagem, outro rapaz, Ryan, seguido também pelo Ronan logo depois(Maldito sistema gamer machista opressor!). O game parecia parado desde então, mas logo chegaram novas missões e estava em mudança de temporada para a Season 2, e assim como quem votou no Aécio, teve gente contra, mas nada mudou e fomos para a Season 2 felizes e contentes. (ok, nem tão contentes assim.) E ficou naquela, mapa novo, jogabilidade nova, inicialmente sem hack, gente dando piti, "impietchyxment" da season 2, etc, etc. Tudo seguiu normalmente, continuaram lançando novos personagens e é claro, novas Seasons, novas modalidades de jogo também,até que recentemente, no dia 14 de janeiro de 2015, a empresa LuG anunciou o fechamento dos servers de Grand Chase , que foi quando começou a campanha #LongLiveTheChase , que até então inúmeros players tem a esperança de que o servidor continue, embora eu ache dificil que isso aconteça. É triste pensar nisso, mas chegou ao fim, 10 anos de Grand Chase, cerca de 15 personagens,entre eles um criado pelos próprios brasileiros(Na Teoria seriam dois : Nina e Lin, mas apenas Lin foi lançada oficialmente), mais de 30 mil jogadores simultâneos, muitas formas de jogo e uma historia que nunca teve fim. Mas é claro que a empresa fez uma última graça aos seus jogadores, deu 10.000 de uma moeda semelhante a CASH para todos os jogadores, e criou uma pagina chamada "Grand Chase - Nosso Lar" para que os players tivessem eternas lembranças do game, e é claro votar em uma rota final para a historia. Vocês podem visualizar no link a seguir: 




#LogLiveTheChase.

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¹Gabriel é um dos administradores do blog, aluno de Belas Artes e gamer fanático, muito fã do game Grand Chase, tentando prestar uma última homenagem ao jogo.
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domingo, 22 de fevereiro de 2015

Uma vida com pressa pra viver


Por Eduardo Silva¹

Nirvana é punk rock misturado com Beatles. A frase lapidar atribuída a João Gordo, líder da banda Ratos de Porão, ainda deve ser a melhor síntese sobre o trio grunge, depois quarteto, liderado por Kurt Donald Cobain. As letras do Nirvana eram confissões de uma mente perturbada. Pensamentos de alguém que tinha pressa pra viver. Assim era Kurt Cobain. Morreu aos 27 anos, mas enfrentou “pequenas mortes ao longo da vida”, como escreveu o jornalista americano Charles R. Cross, na biografia Mais Pesado que o Céu.  E essas pequenas mortes estão presentes em clássicos como Heart-Shaped Box, Rape Me ou All Apologies.

Kurt Cobain colocou definitivamente seu nome na enciclopédia do rock mundial quando Smells Like Teen Spirit explodiu nas rádios e TVs. A violenta crítica sonora à apatia juvenil derrubou o pop da parada e colocou o rock sujo de garagem no topo da influência musical e cultural. Camisas de flanela passaram a compor a paisagem. De certa forma, voltando à frase atribuída a João Gordo, o punk rock vencia novamente, como aconteceu na época dos Ramones, agora com a banda de Seattle no comando. Kurt Cobain mal sabia tocar, mal sabia cantar. Era mais uma prova – e aí voltamos à comparação principal com o punk rock – de que é possível compor grandes canções sem ser um exímio músico. Alguém disse: cantar bem possuindo uma bela voz é fácil; cantar bem sem uma bela voz é arte.

Ele superou suas limitações artísticas e técnicas. Mas jamais venceu o vazio existencial. Raramente foi feliz. É como se o sentimento passageiro de dúvida sobre o sentido da vida, de agonia, que vez por outra atormenta a cabeça de qualquer pessoa normal, fosse permanente em Cobain. Citando o filósofo Luiz Felipe Pondé: o ser humano é um animal condenado a carregar nas costas o tempo inteiro o cadáver da certeza da morte. Cobain tentava expurgar os seus demônios nas músicas e na pintura, mas sempre restava algo por resolver.


A trajetória pessoal e artística de Kurt Cobain serve como hipótese de resposta para a eterna pergunta: o que é a vida? A vida é breve e precária. Como um punk rock tocado em três minutos e em três acordes.  Boa, mas sem muito sentido. 

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¹ Eduardo Silva é jornalista, editor da revista Marcas & Líderes e apresentador do programa Marcas do Campo na Rádio Pitangueira. É fã da banda Nirvana e do seu vocalista Kurt Cobain.
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sábado, 21 de fevereiro de 2015

“Saudades... Já não sei se é a palavra certa para usar”

Por Romário Alcântara¹


             Acordei com saudades hoje. Mentira: acordei porque tinha aula de sábado por esta manhã. No remexe-e-dorme-da-classe, devido à soneira, em meio à pacata aula, aí sim me deu saudades. De muita coisa. Principalmente quando o brasileiro era um povo burro, mas pacato. Melhor explico.

            Nasci em meio aos anos 1990, é verdade, porém me lembro bem do final daquela década e o começo dos anos 2000. Lembro-me que sempre houve manifestações para lá e para cá, contudo ainda havia um mínimo de dignidade – por pior que fosse a situação econômico-social daqueles tempos. Sim, sempre houve diversas discussões políticas, greves e tudo mais, entretanto ao menos havia algum valor moral imperando nisso. Havia discussões, havia engajamento, as pessoas eram gentes e, por incrível que pareça, ideologia era segundo plano: tínhamos um problema, e queríamos uma solução; de qual lado viesse era o que menos importava.

            Os “tiozões do CAPS LOCK” eram os que mais reclamam desde sempre da alta carga tributária. Professores já ‘panelavam’ há horas por melhores condições salariais da classe. Recém estavam discutindo o tal de ‘novo’ Código Civil (de 2002, que entrou em vigor em 2003). Vereadores saíam no tapa verbal pelas tribunas, exemplo este seguido pelos também burocratas estaduais e federais. Ao final disso tudo, embora tanta panaceia política, todos se juntavam para beber e fumar em uma birosca qualquer. Amigos, amigos, política à parte.

            Hoje, não. Viramos “yankees tupiniquins”. Assim como nos EUA um democrata mal cumprimenta direito um republicano, hoje são os petistas que mal podem enxergar os tucanos. E ai de quem for de uma pequena sigla: vira alvo de disputa; antes alvo fosse: vira objeto mesmo. “Esse ‘partido de aluguel’ é meu, eu quero meus preciosos segundos eleitorais nas redes nacionais de rádio e televisão!”, brada um lado ao outro, declarando-se com razão – razão maquiavélica, óbvio. Em tempo: isso sempre houve? Sim, porém não de modo tão descarado e tão sem vergonha alguma como agora. É uma (falsa) habitualidade que incomoda, remexe com o interior do cidadão comum.

            E ai de quem for apolítico ou apartidário... Pois os dois lados citados acima – que não passam de duas faces de uma mesma moeda (corrompida) chamada “estatismo” (a ‘religião’ moderna que mais possui adeptos ao redor do mundo) – lhe perseguirão por ser contra o voto obrigatório. “Como se um direito fosse dever”, já dizia eu, cansado de discutir com essa gente. Ser apolítico virou mais ofensivo que ser taxado de filho de meretriz. Ser apartidário virou algo mais indeciso que um fugitivo pego em cima do Muro de Berlim.

            De lá para cá, não formamos estudantes: formamos frequentadores de salas de aulas. De antes até agora, não formamos acadêmicos: somente sujeitos portadores de diplomas – que não passa de um “capital simbólico” sugestivo e fetichista – e que quando fazem algo, fazem-na tal como ativistas fariam, não como críticos advindos do ensino (?) superior (??). Do final do último milênio até a metade da segunda década do atual século, não houve incremento educacional ao nosso povo: no entanto, tão somente o crescimento ideológico. Paulo Freire deve estar se regozijando carcomido embaixo de uma tumba qualquer.

            Ao menos, naquele tempo, o povo até podia ser burro em algumas coisas, todavia em outras mantinha seu padrão moral mais conservado – e aqui não falo de religião, sexualidade, e entre outros, mas tão somente o trato com outras pessoas quaisquer. O “fio de bigode” era uma lei maior que as leis declaradas nas cartas políticas e constitucionais de onde é que fosse. Podia-se ser ignorante, se bem que melhor ser ignorante (como antes) do que estúpido (como agora). Ademais, vale ressaltar: havia mais cordialidade.

            Era engraçado ver nos bares de mais antigamente: o homossexual sendo chamado de “viadinho”, e ele só no ‘caras e bocas’, nem aí, ‘fazendo a egípcia’ diante da debochativa provocação. E o negro, então? Havia um conhecido meu que era reconhecido pela alcunha de “bugio”, devido a seu porte físico avantajado e sua tenaz pele provida de ALTAS melaninas. Chamavam-no assim e ele sorria – e o sorriso era o único traço branco dele, veja só.

            Não obstante, o melhor fica para o final: que tal um exemplo ocorrido comigo? Eu era gordo. Mas gordo feito “um pixel”, como diria um colega meu. Quadrado de gordo, uma melancia japonesa. Ok, no começo da minha infância eu fiquei sim de butthurt com o diário “♪gordo baleia, saco de areia, caiu na piscina, de bunda pra cima, roda gigante, bunda de elefante!♫” do pessoal. Só que o tempo passa, e a gente se acostuma. Depois, nem mais atenção a isso dá. Bons tempos que bullyng era uma escrota palavra que nem a pedagoga mais marxista da escola ousava falar... pois era simplesmente desnecessário.

            Por fim, vou dormir hoje com saudades. Que o povo, em geral, continuará meio burro e meio alheio a muita coisa, isso não há de se duvidar. E sim: eu me incluo no povo; afinal, não estou nos bastidores das mídias e negociatas parlamentares mesmo... Então: só sei que, disso, eu nada sei MESMO!... Dormirei ignorante acerca do que anda ocorrendo por aí. Embora eu vá dormir com a cabeça mais tranquila do que de costume: ao menos, não sou um estúpido ideólogo acreditando em falsos ”messias”.     

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1.      ¹Romário B. Alcântara escreve aos sábados, na correria mesmo, e anda meio nostálgico ultimamente. Até hoje o filho da mãe não sabe escrever uma bio decente para seus textos. 
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